terça-feira, 26 de março de 2013

ALTRUÌSMO


 
Essa questão sobre o altruísmo ou o modelo ideal do que se pensa ser uma pessoa altruísta é para mim, bastante relativa

 O altruísmo como máscara social por interesses do céu ou da Terra(benefícios políticos,financeiros ou as graças de um deus)

O altruísmo como “manifestação” do gene egoísta

O altruísmo como ideologia utópica

O altruísmo como tentativa de compensar as injustiças  sociais promovidas pelo sistema capitalista

 Há muita confusão na ética humana relacionada ao tipo e nível de altruísmo que seja digno da maior admiração: raça,família,nação,espécie,etc... A “filosofia” na ação altruísta em nossa sociedade quanto a promoção da igualdade na ajuda a alguém sem qualquer recompensa nem no céu nem na terra é uma utopia tanto dentro do universo mítico das religiões fundamentalistas por sua própria natureza excludente(minha religião é a verdadeira as outras são heresias, eu sou eleito de deus e escolhido,sirvo ao deus único e por isso sou superiror aos pagãos) quanto em nossa sociedade capitalista que do mesmo modo por sua própria natureza é excludente(divisão de classes,mais valia,acúmulo de riquezas, onde quem vale mais é quem tem mais). A própria presença do altruísmo já indica que há algo de muito errado ou injusto, ou que há uma enorme distância ou diferença entre o discurso e a prática do que se entende por justiça sócio-econômica e cultural, pois do contrário o altruísmo nem faria sentido . Faria algum sentido em se promover o altruísmo em uma sociedade sob um sistema justo?

Mas o altruísmo pode mesmo ser a melhor ferramenta de combate as injustiças?

Quando vejo religiosos pregando o altruísmo é no sentido de recompensa no céu e quando vejo agnósticos fazendo altruísmo é no sentido de ampliar o bem coletivo e de alguma forma também se beneficiar(pois vivemos em sociedade e estamos de uma forma ou de outra interconectados. No primeiro caso o altruísmo é egoísta e está diretamente envolvido em um cinismo, onde perante uma platéia se aproveitando de uma máscara social, que revela um sentimento de superioridade(veja eu estou tão bem que posso ajudar) pregando uma caridade vertical sob uma máscara moral que vem de cima para baixo sempre carregada de culpa, esse altruísmo cínico geralmente é o preferido não só dos políticos  mas  dos  sacerdotes do sistema-judaico-cristão,e cai por terra quando vemos os pedidos de $$$ nas igrejas, o patrimônio que elas acumulam e a vida opulenta dos seus sacerdotes, pra não falar no verdadeiro desfile de modas que pode ser observado nos trajes elegantes exibidos nos cultos, pra não falar nos carros elegantes tanto dos pastores quanto dos seus fiéis(que representam o seu status social exibido orgulhosamente).Ficando diante dessa realidade prática, sem sentido algum, depois de pregar o desapego às “coisas do mundo”; toda a sua “filosofia altruísta”.

Já no caso do altruísmo promovido por um agnóstico que não espera recompensa do céu, embora também seja egoísta, porque espera recompensa na Terra, ao menos é mais sincero ao se admitir que vivendo em sociedade, onde de alguma forma tudo está conectado, que de qualquer forma sedo ou tarde o bem que faz retorna para si. Embora neste caso esteja presente o “gene egoísta” ao menos não está presente o cinismo baseado na moralidade judaico-cristã nem se espera recompensas no céu, é uma preocupação social, administrativa , uma preocupação material e portanto bem mais realista e não é cínica( no sentido literal pois não prega o ascetismo e depois pede dízimo($$) nem cínica no sentido de esconder seu egoísmo pois admite e compreende que o bem que faz a outrem cedo ou tarde direta ou indiretamente voltará para si compreendendo as relações sociais. Estou praticamente admitindo que qualquer forma de alturísmo, o egoísmo está presente, mas que no caso do agnóstico não está ocultado no cinismo ascetista, ele é explícito ele é ação administrativa,e materialista reconhecido. Já no caso do altruísmo religioso provindo de uma concepção fundamentalista o egoísmo está disfarçado na máscara social de uma moralidade ascetista e de uma culpabilidade alicerçada no medo, e na espera egocêntrica de uma recompensa sob a aprovação divina .  Estamos diante de duas ações egoístas: uma  explícita e sincera e uma mascarada, falsa.

Penso que em vez de se fabricar campanhas para uma cultura do altruísmo para recompensar(mascarar) a exclusão gerada pelo modo capitalista, seria bem mais produtivo a melhor distribuição da riqueza,nunca vi um pastor dar seus bens a um mendigo, ao contrário eles vivem uma vida opulenta e sem trabalhar, nunca vi um dono de grande fortuna aprovar um imposto sobre ela para ajudar o estado a ter mais uma ferramenta no combater a desigualdade, nunca vi campanhas eficientes para uma  melhor distribuição dos alimentos(a verdadeira causa da fome no mundo e não a falta de produção de alimentos, também nunca vi um agro-industrial doar sua produção para aplacar a fome em uma favela. Portanto não acredito no discurso altruísta. Não acredito em campanhas que tentam compensar e mascarar as conseqüências do modo de vida capitalista, nem na tentativa dos porta vozes da elite global em desviar a atenção da massa ingênua ou emburrecida pela grande mídia e o sucateamento da educação, de que são as diferenças culturais os maiores causadores da exclusão, que embora estas últimas estejam presentes não são mais causadoras de exclusão do que o modo de produção capitalista e o seu mercado excludente, nem que é a falta de solidariedade ou a falta de altruísmo ou caridade o que causa as injustiças sociais tão simplesmente como um problema moral, mas é material, matemático, e perverso o capitalismo globalizante e o seu mercado excludente. É um verdadeiro disparate  ouvir da boca de capitalistas transnacionais e de fundamentalistas religiosos algo como igualdade, ambos  defendem “filosofias” e modo de vida excludentes, um produz os “hereges” e a excomunhão, o outro produz os miseráveis e a exclusão.

Não sou contra o altruísmo, propriamente dito,mas sou contra o cinismo sempre presente nele. Sou contra fazer uso político do altruísmo. Sou contra fazer uso do altruísmo para se promover o proselitismo religioso. Sou contra o uso do altruísmo para mascarar uma vaidade e diminuir uma culpabilidade.Sou contra o altruísmo cínico dos que pregam o ascetismo e na prática se banham nas delícias do materialismo do mundo capitalista justificando seus deleites como “prosperidade sagrada ou divina”(sirvo ao deus então ele me concede a prosperidade livre da ganância)como se houvesse um modo de acumular riqueza sem prejudicar alguém o que revela que ou se aliena e ignora que se vive no modo capitalista ou se acovarda conscientemente.

Se eu considerasse realmente os benefícios do altruísmo, como eficientes eu preferiria o administrativo(vivo conectado aos demais pelos laços sócio-econômicos e culturais por isso tudo o que faço de bom me atinge cedo ou tarde direta ou indiretamente) considerando o contrário também, e  sem o cinismo* ascetista reconhecendo que é bom viver e compartilhar do que produzimos de melhor em nossa sociedade que deve se tornar cada vez mais humanizada e menos excludente, mas que nunca deixará de ser egoísta porque o egoísmo é também parte da natureza humana. Mas um altruísmo assim seria silencioso, interior,oculto, sem identidade, sem uma bandeira, mas então, na nossa sociedade capitalista  ele não serviria como propaganda. Deveríamos nos concentrar em sermos mais realistas e gerenciar melhor o egoísmo que sempre caminhará conosco e reconhecendo seus limites, seus momentos de menor ou maior atuação. Empunhar uma autonomia no sentido de ser consciente do momento ideal em se ter de afirmar um interesse pessoal, e outros momentos em que seria mais eficiente abrir mão dele para um benefício coletivo, sempre reconhecendo sua presença participativa nas duas escolhas, exige muito conhecimento do funcionamento de uma vida em sociedade e consciência ou percepção de si . Importante buscar essa autonomia, essa responsabilidade de si em si, para que ela não se torne instrumento dos interesses  das instituições. Sendo este um caminho pessoal rumo a uma autonomia e não um instrumento para se fazer política ou proselitismo religioso. A linguagem altruísta não cabe na “boca” de instituições fundamentalistas nem na “boca” de partidos políticos, muito menos na boca de capitalistas.  O problema é que, a maioria das instituições políticas e religiosas fazem uso do altruísmo biológico** dando a ele outro significado e sempre em forma de espetáculo.

Nem tanto se concentrar no negativismo nem tanto se concentrar no positivismo, ambos extremos nos dão uma visão parcial da realidade, e talvez o altruísmo seja uma ferramenta de controle ou de gerenciamento do egoísmo, mas totalmente falível no seu extermínio. Talvez o altruísmo ideal, se é que é possível tal coisa, não seja de fato aquele que prega o ascetismo e tenta negar o egoísmo, mas aquele que se esforça em melhor gerenciar o egoísmo inerente à natureza humana, pois a natureza parece ser bem mais sábia que deus e os homens pois lhes parece loucura.

Embora eu ainda não consiga ver realmente um modelo eficiente de altruísmo na sociedade humana, o considero por hora uma utopia. Digo isso porque ainda não vi um modelo de altruísmo que não fosse alguma propaganda, uma máscara social em busca de benefícios políticos, ou de recompensas do céu ou da Terra.

Mas vale reconhecer que a maior utopia humana é aquela que deseja um mundo perfeito e justo, igualitário e embora saibamos que isso nunca será possível, porque não é possível admirar uma ditadura que iguala a todos no pensamento e nos atos devemos por algum momento nos enganarmos, e aceitarmos esse paradoxo, caso contrário nem faria sentido sairmos de nossas camas, o que não quer dizer que devemos deixar que outros se apropiem desse engano nos conduzindo como rebanhos ao matadouro ou nos transformem em “bodes expiatórios” ou mártires de suas causas(principalmente religiões e partidos políticos) geralmente unidos em prol dos interesses  de uma elite financeira, nos transformando em seus serviçais ou escudos de guerra.

 
Márcia Zaros

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* - ascese (do grego ἄσκησις, derivado di ἀσκέω, “exercitar”) consiste na prática da renúncia do prazer ou mesmo a não satisfação de algumas necessidades primárias, com o fim de atingir determinados fins espirituais.

 **- o gene egoísta -ver Richard Dawkins

quinta-feira, 21 de março de 2013

Um pogrom aos negros em Israel.

Para quem não está a par,“pogrons” eram ataques que turbas de racistas faziam contra aldeias ou bairros de população judaica


Comuns durante séculos, especialmente na Europa Oriental, mobilizavam bandos que saqueavam e destruíam casas e lojas de judeus, ferindo e até matando.
Por uma ironia do destino, os “pogrons” reviveram em Israel, na noite de quarta-feira da semana passada.Só que as vitimas de ontem foram os algozes.
Na região sul de Telaviv, uma multidão de mil pessoas atacaram e destruíram casas, carros e pequenos negócios de uma zona habitada por africanos, que vieram a Israel em busca de asilo. Feriram dezenas, felizmente não houve mortes.
Foram liderados e açulados por membros do Parlamento israelense: Michael Bem-Ari, Miri Regev e Danny Danon.
Bem-Ari é membro da União Nacional de extrema direita, que conclamou a turba a fazer justiça com as próprias mãos, afirmando que o “o tempo das palavras já passou”.
Ele pertenceu ao movimento ortodoxo, racista e fascista, Kach, fora da lei em Israel e considerado organização terrorista nos EUA.
A deputada Miri Egev é do Likud, partido do premier Netanyahu e chamou os imigrantes negros africanos de “câncer na sociedade israelense” – expressão muito usada pelos nazistas ao se referirem aos judeus na Alemanha.
Ela deve ter copiado o coronel Effi Eitan, que há poucos anos referiu-se aos árabes israelenses como “um câncer.”
Posteriormente, ela desculpou-se por mencionar o Holocausto e o câncer mas, somente às vítimas de um e aos doentes do outro. Manteve o que havia dito dos africanos.
Também do Likud é Danny Danon, que dirige um lobby que propõe como única solução para o problema dos africanos o seguinte: ‘’Precisamos expulsar os infiltrados de Israel. Não devemos ter medo de usar as palavras “expulsão já”.
Milhares de africanos da Eritreia e do Sudão Sul tem chegado a Israel, fugindo da extrema miséria, da fome, de governos opressivos e das barbaridades praticadas por bandos armados nos seus países.
Vem pela fronteiras com o Egito, trazido por grupos de indivíduos que os exploram ao máximo.
Em Israel, são cuidados por ONGs israelenses e pelo Alto Comissário de Refugiados da ONU. Onde ficam semanas e até meses, esperando que seus pedidos de asilo para poderem trabalhar sejam aprovados.
Muito antes disso, o governo os solta na estação central de Telaviv, sem dinheiro, sem agasalhos, sem nada. E que se virem até a decisão final sobre os pedidos deles.
A maioria vai viver nas zonas mais pobres de Telaviv.
Enquanto esperam alguns trabalham ilegalmente em funções tão humildes que os israelenses rejeitam. Outros pedem esmolas ou roubam.
Uns poucos abrem pequenos negócios.
Raros recebem licenças de trabalho. Segundo o 2011 Country Reports on Human Rights Practices: “dos 4,603 novos pedidos de asilo, 3,692 foram rejeitados.
Acabam concorrendo com os trabalhadores israelenses pobres, especialmente nas épocas de crise econômica, quando o desemprego aumenta.
Parece que isso está acontecendo agora.
A raiva contra a concorrência dos negros africanos, aos quais também se atribui um certo aumento no número de crimes, vem sendo estimulada.
Solidário com seus eleitores pobres, Netanyahu declarou que a onda de migrantes ameaça o “caráter judeu e democrático” do estado de Israel.
Novamente repetem-se considerações de líderes nazistas aplicadas contra os judeus.
Acho muito estranho esta insistência em preservar o caráter judeu do estado de Israel, ameaçado pela população negra africana.
Em primeiro lugar, porque significa um desejo de rejeitar as misturas com outras raças como algo maléfico, que prejudicaria a pureza da raça judaica.
Em segundo lugar porque sendo os africanos em Israel apenas 60 mil, representam 0,8% da população do país, sem condições, portanto, de modificar muito o quociente racial de Israel.
Bibi também condenou as violências” mas, depois de sua afirmação acima, essa condenação fica um tanto hipócrita.
No “pogron” de Telaviv, a multidão gritava coisas como: “fora com os negros”, “mande os sudaneses de volta para o Sudão”, enquanto outros, mais tranqüilos, limitavam-se a condenar “os esquerdistas de coração sangrento que trabalham para ajudar os negros.”
Não faziam mais do que ecoar ao apelo do Ministro do Interior, Eli Yishay: “Precisamos por todos esses infratores atrás das grades em centro de detenção, e os mandar para casa porque eles vieram para tomar empregos de israelenses.”
Seria a solução final para o problema dos africanos de Israel.
Voltando para a fome, a miséria, os massacres, as doenças epidêmicas e endêmicas e às torturas que os espera na Eritréia e no Sudão Sul, eles teriam destino semelhante ao dos judeus do holocausto.
É simples assim.


fonte:28/05/2012-Luiz Eça-www.olharomundo.com.br

quinta-feira, 14 de março de 2013

Manifesto por uma República Laica e sem Patriarcado

A Lei da Liberdade Religiosa deveria ser revogada, pois reconhece ao Estado competência em matéria que deveria relevar unicamente da consciência de cada cidadão, introduz uma autêntica hierarquização qualitativa das confissões religiosas e confunde deliberadamente a relação entre o cidadão e o Estado com a relação entre o crente e a sua comunidade religiosa, nomeadamente ao possibilitar a existência de isenção «imposto de igreja» a colectar pelo Estado.
Pelo fim do privilégio fiscal as religiões!

A Constituição da República Brasileira estabelece claramente um regime de separação entre o Estado e as igrejas ou outras comunidades religiosas; porém, subsistem no Brasil práticas e normas legislativas que subvertem decisivamente o princípio republicano da Laicidade do Estado.

A existência de uma Lei da Liberdade Religiosa que, pelo conjunto de privilégios que reconhece a supremacia de uma religião propõe estender, de forma desigual, a algumas das demais comunidades confessionais presentes no país, cria inevitavelmente situações de discriminação entre os cidadãos .

Não há representatividade no Comite que delega o ensino religioso nas escolas, dos irreligioso, ateus agnósticos e céticos.  
Nas salas de aula onde se trabalham os discursos da diversidade pluralidade e tolerância, não é apresentado a opção de modo de entender o mundo sem a mediação da religião e/ou a submição à teocracia.                  



nota:


Patriarcado não é sinônimo de homem. Nunca foi. Patriarcado é uma palavra derivada do grego pater, e se refere a um território ou jurisdição governado por um patriarca e culturalmente o patriarcado é um sistema ideológico tendo por base o poder do patriarca. Os ideiais republicanos são incompatíveis com o patriarcado!

A teocracia é baseada no patriarcado. Essa ideologia é a fonte de todas as formas de discriminação  e o preconceito contra as mulheres.

 O fato de  não aceitarmos a ideologia do patriarcado nem a teocracia baseado nela não quer dizer que queremos impor um matriarcado, ainda que este sistema sob uma deísa,teria muito mais chance de ser amável e cuidadora dos seus filhos do que o tirano bíblico. Parodeando: no máximo o “inferno” seria ficar no quarto de “castigo” até a hora do jantar.

Mas no mundo real dos humanos, a vida em sociedade é por ela regulamenta pelas leis e apoiada pelo bom senso.

O movimento feminista não é uma luta para impor uma ideologia matriarcal, é uma luta por igualdade social.

No Brasil já temos uma presidenta. E isso representa a igualdade e não uma ideologia matriarcal sendo posta em prática, como muitos insistem em se equivocar.   

domingo, 10 de março de 2013

Porque sou uma atéia militante

Parte I
Eu milito, antes de mais nada, por  um estado verdadeiramente laico, pois se assim ele o fosse eu não precisaria militar. Não posso como cidadã consciente que vive em um estado que se declara laico concordar com  suas infrações. Se eu não vivesse numa sociedade ainda bastante conservadora, e repressora  por ser dominada por uma maioria que se julga tutora da moralidade coletiva com base em seus dogmas religiosos, eu não precisaria escrever artigos, livros,blogs, nem participar de debates e movimentos que apóiem os argumentos do  ateísmo. Também me ocupo com todas estas questões a nível mundial, porque não me preocupo “só com o meu umbigo”. Por todos estes motivos e as justificativas abaixo, declaro que não apoio a violência obviamente, mas não escolho o silêncio por submissão nem por indiferença.  

  1-Influências das instituições religiosas no cenário político

  Capacidade postulatória das Associações Religiosas para propor ação de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade de leis ou atos normativos, perante a Constituição Federal(ver PEC 99/2011)

 
2-Religião ensinada nas escolas públicas

 O uso do aparelho para ensinar religião: nas escolas o dinheiro público é investido em livros religiosos. O ensino religioso faz parte do currículo das escolas públicas, que privilegia o Cristianismo e discrimina outras religiões, assim como discrimina todos os não crentes. Em alguns estados, os professores de ensino religioso são funcionários públicos e recebem salários, configurando apoio financeiro do Estado a sociedades religiosas, que, aliás, são as credenciadoras do magistério dessa disciplina. Certas sociedades religiosas exercem pressão sobre o Congresso Nacional, dificultando a promulgação de leis no que respeita à pesquisa científica, aos direitos sexuais e reprodutivos. A chantagem religiosa não é incomum nessa área, como a ameaça de excomunhão.

 
3-Tutela da moral coletiva

Com base na “moral” religiosa discriminar . Exemplos: homosexuais,  ateus,etc. Interferir nos assuntos científicos(ex.células tronco), na questão do aborto .  Símbolos religiosos nas repartições públicas, inclusive nos tribunais.

4-Privilégios

     As sociedades religiosas não pagam impostos (renda, IPTU, ISS, etc) e recebem subsídios financeiros para suas instituições de ensino e assistência social.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Combater a Nova Ordem Mundial é possível?


Kahoscracia

O Neo-capitalismo

 
O Clima é pretexto para a apropriação da vida na Terra.

 Ecoterrorismo é a visão apocalíptica que têm sido ferramenta de controle social para “justificar” a apropriação da vida na Terra. O logotipo da Nova Ordem mundial: o planeta Terra, não é ao acaso, e mostra claramente qual é o interesse do novo modo de apropriar e sugar que o velho sistema capitalista inaugura, ao reformar-se. Estamos sim, vivendo uma grande crise do velho capitalismo, mas isso não quer dizer que ele irá acabar ou sucumbir. Vivemos uma faze de transição, mas não de um velho para um novo sistema ,mais democrático e com mais justiça social que os ramânticos tendem a acreditar e defender.  Os realistas observam uma especialização do velho capitalismo que é como uma fênix, como nos lembra o sociólogo Bauman.

Mudar a matriz energética, e garantir vida materialmente digna a 2,5 bilhões de pessoas tem sido o discurso internacional. A ONU tem projetos e agendas para limpar a matriz energética do planeta até 2030, reduzindo drasticamente emissões de CO². Mas o que falta: dinheiro ou nova democracia?

O que falta para as grandes corporações é acelerar o neo-capitalismo da Khahoscracia*  e seu sistema plutocrata de escala global.

Hoje recebemos em nossas casas o boleto da conta de água e o de luz.  Para ilustrar o que eu quero dizer: O neo-capitalismo irá lançar o boleto de metros cúbicos de ar que seu pulmão consumiu e multas de poluição que sua casa causou por não estar ainda respeitando as normas ambientais(não ter comprado dentro do praso equipamentos de despoluição, não ter instalado sistema de capitação de água da chuva em seu telhado, não ter placas de painéis solares suficientes, etc. ) em fim, muita imaginação será possível para sustentar uma série de novos meios de capitalizar  que a nova oligarquia global instala com o seu neo-capitalismo. Ao menos a fênix se safa e garante seu alimento mais uma vez por mais 500 anos.

 Márcia Zaros
 
* - Khaos era a deusa da mais baixa atmosfera que rodeava a terra – o ar invisível e a névoa sombria. Seu nome Khaos significa literalmente a abertura, o espaço entre o céu e a terra. Khaos era a mãe ou a avó das outras substâncias do ar: Nyx (Noite), Erebos (Trevas), Aither (Luz) e Hemera (Dia). Ela era também a deusa do destino como sua filha Nyx e suas netas as Moiras.

terça-feira, 5 de março de 2013

Para lembrar do que uma grande mentira apoiada por uma grande mídia controlada e um grande bando de fanáticos é capaz: Combinar religião com política ao usar de um mito bíblico para fundar um estado



 


 A ideia de que existe uma “nação judaica”, expulsa de Jerusalém pelos romanos no ano de 70 após Jesus Cristo, não é mais do que um mito cristão e anti-semita recuperado pelos sionistas. Afirmações que há um século eram designadas de anti-semitas na Europa representam hoje a verdade no Estado de Israel, como, por exemplo, a de que os judeus formam um povo à parte. Hoje é anti-semita aquele que disser justamente o contrário, porque estará a negar a este “povo” muito especial, o povo eleito, o direito de ter um Estado etnicamente puro.

No entanto, a ideia de que existe uma “nação judaica”, que ela foi inteiramente expulsa de Jerusalém pelos romanos no ano de 70 após Jesus Cristo e que desde então não cessou de vaguear pelo mundo, não é mais do que um mito cristão e anti-semita recuperado pelos sionistas. O que foi inventado para provar que os judeus eram castigados por deus por terem crucificado Cristo é reciclado para justificar a existência de um Estado colonial.

O mito do exílio

Shlomo Sand, israelita, professor de História na universidade de Telavive, demonstra no seu livro The Invention of the Jewish People (Como foi inventado o povo judeu) o absurdo que teria sido expulsar das terras conquistadas os próprios produtores de bens agrícolas sobre os quais eram cobrados os impostos. Embora tenha havido, noutras regiões que não o Médio Oriente, casos de ocupações de terras por soldados romanos, os imperadores não expulsavam os povos mas exploravam-nos. E nem sequer havia à época meios de transporte para deportar um povo inteiro.

Houve evidentemente, ao longo dos tempos, vagas de emigração ou de fuga de judeus e uma delas aconteceu após a revolta de Bar Kokhba, no II século depois de Cristo, ela própria contraditória com a teoria da expulsão, pois não teria havido revolta se a população tivesse sido expulsa.

Por outro lado, como poderiam algumas dezenas de milhares de judeus ter-se multiplicado ao ponto de se tornarem vários milhões em apenas dois séculos? Sand cita Moshe Gil, historiador da universidade de Telavive, que assim tenta explicar o fenómeno: “a natalidade dos judeus era geralmente bastante elevada. E, talvez mais importante ainda, os judeus não tinham o hábito, frequente noutros povos, de abandonar ou de matar uma parte dos seus filhos”. Pelo seu lado, Shlomo Sand prefere desmontar outro dos mitos: o de que nunca existiu proselitismo na religião judaica.
 
O proselitismo e a conversão

 Segundo este seu estudo, tal como as outras religiões monoteístas, o judaísmo espalhou-se pelo mundo graças à conversão de largos sectores de populações. Muito antes de 70 após JC, já existiam várias comunidades de praticantes do judaísmo fora da Judeia, espalhadas por todo o império romano.
Relativamente à forte comunidade judaica de Espanha, Shlomo Sand mostra-nos como é pouco credível que os primeiros judeus chegados à Península Ibérica tenham vindo da Judeia, sendo bem mais provável que se tenha tratado de soldados, escravos e comerciantes romanos convertidos ao judaísmo. Essa comunidade teria crescido com a conquista muçulmana, que trazia nos seus batalhões berberes muitos judeus convertidos na África do Norte. Da mesma maneira, a forte presença de judeus na Europa central é explicada pela conversão ao judaísmo do Reino da Kazária, no século VII, no território que corresponde a uma parte da Rússia atual.

A ligação entre o Estado e a religião deve-se, segundo o autor, não ao poder desta última, mas à “fraqueza intrínseca de uma ideia nacional precária”. A Bíblia é em Israel um livro educativo, ensinado nas escolas como uma disciplina de história autónoma. Manter o mito do exílio e negar as conversões ao judaísmo serve hoje à propaganda sionista para “provar” a ligação direta do povo-raça dos nossos dias com o da Bíblia e justificar o direito de todos os judeus do mundo a se instalarem no território da Palestina.

 Segundo Shlomo Sand, a própria “palavra ‘anti-semitismo’ é testemunho de um mal-entendido partilhado tanto pelos carrascos como pelas vítimas”, pois, na realidade, semitas são os palestinianos de hoje, descendentes em grande parte dos camponeses judeus que permaneceram nas suas terras e foram mais tarde islamizados.

Fonte: http://www.litci.org/pt/index.php?option=com_content&view=article&id=3020

 

 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Astrologia a religião da elite global

Astrologia:"espinha dorsal" do mundo mítico de grandes religiões(Judaísmo,Cristianismo), Mitraísmo, seitas oficiais e subterâneas(secretas) do Hermetismo, Maçonaria, Kabala,Tarô, etc.

Ao estudar profundamente a origem das religiões, ao menos das principais que conhecemos, além de descobrir como elas(principalmente as fundamentalistas que se impuseram porque se tornaram ferramentas de colonização(invasão de terras e espoliação de riquezas alheias), descobri não só como elas se apropriaram do paganismo(isso muita gente já sabe e é bem discutido), mas ainda o que me intrigava, era saber que deveria haver um elo entre elas que fosse como uma espinha dorsal(uma fórmula que se pode repetir), resposável por sustentá-las tão facilmente. Eu ainda não tinha a menor idéia do que seria esse elo ou espinha dorsal, (fórmula) só começei a desconfiar depois que estudei a Kabalá(quando ainda era "trouxa"(acreditada no mundo místico) e membro de uma seita judaica-gnóstica e cabalista), mas só pude ter certeza do que era de facto, depois que estudei a História da Astrologia.
Kabalá é isso, pura astrologia(paganismo).
Astrologia é a crença na influência dos astros no destino das pessoas e do mundo que se baseiam o judaísmo,e os outros ismos que saíram deste "ramo"(este termo:ramo já é uma referência a àrvore cabalística, de onde plagiaram a árvore do paraíso bíblico(lembrando que os sumerianos já a apresentavam,os babilônicos, e também a mitologia nórdica(Ygdrasil-que "inspirou o nome do nosso Brasil) . Sem entrar em muitos detalhes neste momento para não estender demais, esta introdução, eu vou começar com algumas curiosidades para então prosseguirmos com as nossas pesquisas sobre atéa que ponto a Astrologia influenciou religiões estatais(como o Judaísmo,cristianismo,islamismo) muitas seitas e sociedades secretas.
A algumas curiosidades a que me referi acima: a importância dos números, letras , símbolos ,cores e na arquitetura( dos templos religiosos sempre com o altar ou o local mais sagrado sob uma abóboda,que representa o céu de onde se vê os astros),nas religiões e seitas, influenciados pela astrologia:
Saturno, o sol , venus , e a lua vão ser principais deuses e deusas , os profetas lêem os astros para fazer professias(lembrar da vinda do messias que a estrela anunciou) e as professias apocalípticas que é sempre baseada da astrologia(o apocalipse de João é pura astrologia e com todacerteza foi escrita por um cabalista) , e também lembrar que faz parte deste "ramo" as leituras das entranhas(estripar) de animais ou gente,mãos,cartas,tarô,búzios....
12- círculo do zodíaco(12), tribos(12) de israel(bíblico),o nosso relógio, apóstolos, Hércules(os 12 trabalhos)
7-os sete espíritos(do paganismo),arco-íris,7 planetas, 7anões(da branca de neve), 7 braços do menorah(judaico que na verdade é um alinhamento astronômico com significado astrológico), etc
11-dedicado à Saturno(cronos na mitologia grega), os dois números 1 lado a lado formam duas colunas,Jakim e Boaz(duas torres gêmeas nos EUA- (11 de setembro),a cor dedicada à saturno segundo os conhecimentos astrológicos herméticos ou cabalísticos é o preto-sacerdotes de saturno se vestiam de preto). Uma figura dedicada à ele é o corno(chifre). O mês dedicado a Saturno é setembro.
Bom, a lista é imensa, mas deixo aqui essas " migalhas de pão" que marcam este caminho: a linguagem hermética, a linguagem divina dos anjos(astros) que só os profetas sabem decifrar(segundo as crenças) , é a mensagem de deus(por isso os anjos(astros) são os mensageiros de deus que se comunicam só com os profetas(astrólogos) que "sabem" interpretar as influência dos astros.
A astrologia não é só a espinha dorsal das religiões, seitas,cultos,etc.mas ela influenciou outras áreas da nossa sociedade: as datas comemorativas oficializadas, as datas de descobrimentos e fundações(todas sem excessões foram " escolhidas à dedo" com base na astrologia,inclusive nossa bandeira do Brasil exibe orgulhosamente uma constelação, evamos lembrar aqui a famosa data da independência do Brasil e a importância do número 7 e o mês de setembro(dedicado a Saturno).Não vou nem falar aqui das cores da nossa bandeira que nunca foram o que nos contaram na escola, mas as cores das famílias das dinastias mais poderosas da europa, e que são baseadas na astrologia e dedicadas a uma divindade(vou lembara qui o quanto as religiões judaico-cristãs se aproriaram do paganismo cuja espinha dorsal e a crença na influência dos astros nos destinos das pessoas e do mundo: A Astrologia